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Liberdade Restrita ou Alegria Humilde

Por Jane (Pequim)

 

 

Restrições e limites podem coexistir com amor e liberdade?

Ou elas são completamente opostas uma a outra?


Tenho ouvido e sentido tanta frustração e cansaço recentemente: “Eu quero ter liberdade para sair.”; “Parece tão injusto que alguns não possam visitar um amigo no mesmo quarto!”, porque alguns estão até mesmo separados de seus companheiros de quarto. “Isto é tão difícil!”; “As regras são tão impessoais; eles não entendem que minha situação é única.”


Até que ponto eu estou disposto a amar aos outros? Até que ponto estou disposto a fazer sacrifício em favor deles? Deixe-me parar um pouco de reagir e apenas olhar para Jesus.


Filipenses 2:1-11 (NVI)


1 Se por estarmos em Cristo nós temos alguma motivação, alguma exortação de amor, alguma comunhão no Espírito, alguma profunda afeição e compaixão, 2 completem a minha alegria, tendo o mesmo modo de pensar, o mesmo amor, um só espírito e uma só atitude. 3 Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos. 4 Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros. 5 Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, 6 que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; 7 mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. 8 E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz! 9 Por isso Deus o exaltou a mais alta posição e lhe deu o nome que esta acima de todo nome, 10 para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra, 11 e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a Glória de Deus Pai."

 

Jesus tinha o poder do Criador, mas por causa do amor se colocou em situações de restrições e limites.

 

Em outras palavras, Jesus limitou sua liberdade e seu poder para amar.


Não há ninguém mais poderoso que Deus e ninguém abdicou mais do que Deus no céu para se tornar um bebê – um recém-nascido indefeso, que chorava, que fazia barulhos, com as mesmas necessidades de qualquer bebê. Ele cresceu e foi pregado na cruz, experimentando profunda e sufocante dor, até entregar a vida que Ele tinha o poder para criar desde o começo.


Seguir a Jesus é ser chamado para ser como Ele em humildade. Lembrar o que foi feito por este humilde Deus-Rei e amar aos outros da maneira que Ele amou, como Paulo convocou a igreja de Filipenses para fazer.


Até que ponto estou disposto a amar aos outros?

Existe uma estrutura de comunidade a nossa volta, focada no todo. Mas você — como eu — tem o forte senso dos “limites da minha individualidade"? Em uma predisposição Cultural para individualismo, tenho eu ignorado a proteção da pessoa que eu nunca vi e nunca conhecerei? Cuidar de um grupo como um todo deveria beneficiar o maior número de indivíduos.


Muitas famílias nessa sociedade dependem de avós para ajudar com filhos. Seria possível que esta epidemia aqui na China impactasse casas de famílias de maneira mais devastadora do que eu posso compreender com meu entendimento limitado de um estrangeiro? Por causa da avó em outro complexo de casas, a qual eu nunca conheci e que é parente da senhora que trabalha no caixa do supermercado, eu abriria mão da minha liberdade com alegria. Com alegria eu acataria a restrição da minha liberdade pessoal usando máscara e luvas, higienizando minhas mãos ou mesmo escolhendo comprar pela internet ao invés de ir a loja comprar.


Por quem você abriria mão de sua liberdade com alegria?
Talvez minha batalha para amar seja interna. Estou presa dentro de casa e não há ninguém para testemunhar o quanto tenho resignado minha liberdade. Não sinto que eu tenha liberdade em minhas quatro paredes. Posso pedir a Deus que simplesmente faça aumentar em mim humildade, como a do Senhor Jesus, mesmo quando ninguém mais está vendo?


Há também uma maneira visível, pública? Como posso honrar aqueles que estão impondo as restrições pra mim?
Todas as famílias locais e professores em meus grupos de conversa nas redes sociais estão tratando isto tudo muito seriamente. É o papel deles, assim como os médicos que estão na frente da batalha, fazer com que o país se erga novamente. Toda a comunidade está se auto-restringindo.


Como posso servir aos outros ao invés de protestar sobre as limitações?

Consigo deixar de lado a frustração e ver uma nação lutando com grande pressão sob os olhos observadores e críticos do mundo? Consigo parar para entender os medos e sensibilidade do assunto? A humildade de Jesus me ajuda a questionar a mim mesma e a ouvir mais, isso aumenta minha compaixão por aqueles que estão com medo do vírus e da responsabilidade que eles têm de proteger as suas comunidades do vírus. Sou ousada em pedir a Jesus para me ajudar a focar menos naquilo que eu não posso fazer, e focar mais em quem eu posso amar?


Como posso amar aos professores, guardas de segurança, empregadores e outros que são responsáveis em reforçar as regras das medidas de prevenção? Talvez os respeitando e honrando pelo trabalho que eles tem feito. Talvez orando por eles — saibam eles ou não. Talvez, se eu fizer estas coisas, eu possa até exaltar a Cristo de maneira pública. Isto é o que resultou de Cristo humilhando-se a si mesmo: sua exaltação pública em escala global, muito mais difundida que o COVID-19.


Em meio a limites e restrições, como posso exaltar a Jesus com minhas atitudes não visíveis e minhas ações exteriores? E na minha liberdade reduzida, a quem estou disposto a amar?



Oração: Perdoe-me, Senhor, pelo meu egoísmo! Eu deixo esse comportamento para trás e olho para Ti e para o que o Senhor fez por mim. Obrigada por me amar ao ponto de deixar o céu por minha causa! Quero amar outros desta mesma maneira.

 

 

 

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Música: Lift My Life Up (Unspoken)